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Método e fontesComo isto funciona

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Quatro Temperamentos

Quatro jeitos de reagir ao mesmo mundo.

Dois eixos, quatro regiões e quatro pessoas que mostram cada jeito na prática. Comece por onde quiser.

Ou toque em uma das pessoas para conhecê-la.

O mapa dos temperamentos

Arraste a luz pelo mapa e veja quem ela ilumina no palco.

mais intenso mais reservado mais expansivo mais calmo

Sanguíneo expansivo e leve

Energia voltada para fora, com um humor leve e estável.

Posição perto do centro, com traços de colérico.

Como ler os dois eixos

Extroversão, da esquerda para a direita: para onde vai a energia. Quem é mais expansivo se recarrega com gente e movimento; quem é mais reservado, no silêncio e em poucas companhias.

Reatividade emocional, de baixo para cima: com que força a emoção sobe e quanto demora a baixar.

psicologia atual · Eysenck, 1967 psicologia atual · IPIP, marcadores do Big Five

Os nomes dos quatro cantos vêm da tradição. Ninguém mora num canto: cada pessoa ocupa um ponto em algum lugar do mapa. psicologia atual · Haslam et al., 2012

Como isto funciona

Este site ensina os quatro temperamentos e mostra onde você fica entre eles. Ele separa o que é tradição do que a psicologia atual sustenta, e diz isso em cada afirmação, com um selo.

De onde vêm os quatro temperamentos

A ideia vem da medicina grega e foi organizada por Galeno: quatro humores (bile amarela, sangue, bile negra e fleuma) dariam origem a quatro jeitos de ser. A tradição ligou cada um a um elemento, a uma estação e a qualidades como quente, frio, seco e úmido. tradição

Os humores não existem como a medicina antiga imaginava. O que sobreviveu foi a observação de que as pessoas diferem no jeito de reagir.

O que a psicologia atual diz

No século XX, Hans Eysenck propôs que os quatro temperamentos correspondem aos quadrantes de dois eixos medidos por questionário: extroversão (o quanto a energia se volta para fora) e reatividade emocional (o quanto as emoções sobem com facilidade). As mesmas duas dimensões aparecem no modelo dos Cinco Grandes Fatores, o mais usado hoje. psicologia atual · Eysenck, 1967

As diferenças de personalidade são contínuas: a maioria das pessoas fica perto do meio, e não em caixas separadas. Por isso o resultado aqui é um lugar no mapa, e o temperamento é só a leitura simbólica da região. psicologia atual · Haslam et al., 2012

As explicações “por dentro”

Cada temperamento tem um passo chamado “Por dentro”, com ideias da psicologia que ajudam a entender as tendências. Algumas são teorias, e o texto diz isso: a de Eysenck, sobre quanto estímulo cada pessoa procura, ainda é debatida; a de Jeffrey Gray, sobre a sensibilidade a ameaças e a recompensas, foi revista depois (Gray e McNaughton, 2000); e a de Daniel Nettle, sobre os custos e as vantagens de cada ponto do mapa, é uma hipótese. psicologia atual · Gray, 1981 psicologia atual · Nettle, 2006

A leitura de Wilhelm Wundt, de 1903, pela força e pela rapidez das emoções, aparece como parte da história da ideia. tradição · Wundt, 1903

Uma ideia atravessa o site inteiro: ninguém mora num canto. A mesma pessoa age de jeitos diferentes conforme o dia e a situação; o que muda de uma pessoa para outra é o jeito mais frequente. psicologia atual · Fleeson, 2001

Os exemplos do dia a dia, o que passa pela cabeça das personas nas cenas e as dicas de convivência são ilustrações escritas a partir das tendências. Não são regras nem orientação pessoal. ilustração

O questionário

  • 24 afirmações adaptadas do International Personality Item Pool (IPIP), um banco de itens de domínio público: 12 de extroversão e 12 de reatividade emocional, metade delas invertidas.
  • É um questionário próprio, inspirado na leitura de Eysenck. Os itens vêm de escalas conhecidas, mas este conjunto, a tradução e as regras de leitura ainda não passaram por validação: não há medida de confiabilidade nem normas brasileiras. O resultado mostra para onde as suas respostas apontam, e não uma medida exata.
  • Cada resposta vai de 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente). A média de cada eixo vira uma posição de −1 a +1.
  • A posição na escala, de 0 a 100, mostra onde as suas respostas ficaram entre o mínimo e o máximo possíveis. Não é percentil, não é probabilidade e não é porcentagem da sua personalidade.
  • O círculo tracejado é a margem de imprecisão (±0,15): perto de uma fronteira, as duas leituras valem. Se as respostas ficarem exatamente no meio de um eixo, o resultado mostra as duas regiões, sem escolher uma.
  • Se você concordar com as duas frases (ou discordar das duas) em vários pares de afirmações opostas, o resultado traz um aviso: ele pode não representar bem o seu jeito.

O que o resultado não é

Não é teste psicológico, nem diagnóstico, e não deve ser usado para selecionar pessoas (Resolução CFP nº 31/2022). Esta versão (0.2.0-experimental) ainda aguarda revisão por profissional de psicologia e um estudo piloto. Até lá, trate o resultado como um ponto de partida para conversa e autoconhecimento.

Se você estiver passando por um momento difícil, o CVV (Centro de Valorização da Vida) atende de graça, 24 horas, pelo telefone 188 e pelo site cvv.org.br.

As personas e as cenas

As quatro pessoas no palco são ilustrações: mostram tendências, não regras. Gênero, idade, aparência e roupa não têm relação com o temperamento. São avatares da biblioteca Microsoft Rocketbox (licença MIT) e se movem com animações feitas por captura de movimento de atores. O olhar, as expressões e o tempo das reações são calculados por este site. As reações seguem uma ideia de Wilhelm Wundt, retomada por Eysenck: do lado expansivo, a reação costuma vir mais rápido; do lado intenso, com mais força e por mais tempo. ilustração

O som

A música e os sons são criados no próprio navegador, sem arquivos de áudio, e podem ser desligados no botão do topo. A música segue a mesma ideia das reações, como ilustração: do lado expansivo do mapa, as notas vêm mais seguidas e mais agudas; do lado intenso, mais brilhantes e mais longas. No mapa, ela muda com a sua luz; no percurso, acompanha a pessoa em cena. ilustração

Privacidade

Não há cadastro. As respostas e o resultado ficam só neste aparelho (armazenamento local do navegador). O site não usa cookies, anúncios nem rastreamento. Detalhes e um botão para apagar tudo na página de privacidade.

Fontes

  • Eysenck, H. J. (1967). The Biological Basis of Personality. Springfield: Thomas.
  • Eysenck, H. J. & Eysenck, M. W. (1985). Personality and Individual Differences. Nova York: Plenum.
  • Goldberg, L. R. et al. (2006). The International Personality Item Pool and the future of public-domain personality measures. Journal of Research in Personality, 40, 84–96. https://doi.org/10.1016/j.jrp.2005.08.007
  • International Personality Item Pool. Big-Five Factor Markers: Extraversion e Emotional Stability. https://ipip.ori.org/newBigFive5broadKey.htm
  • Haslam, N., Holland, E. & Kuppens, P. (2012). Categories versus dimensions in personality and psychopathology. Psychological Medicine, 42(5), 903–920. https://doi.org/10.1017/S0033291711001966
  • Costa, P. T. & McCrae, R. R. (1992). Revised NEO Personality Inventory (NEO PI-R) and NEO Five-Factor Inventory (NEO-FFI): Professional Manual. Odessa: Psychological Assessment Resources.
  • Roberts, B. W., Walton, K. E. & Viechtbauer, W. (2006). Patterns of mean-level change in personality traits across the life course. Psychological Bulletin, 132(1), 1–25. https://doi.org/10.1037/0033-2909.132.1.1
  • DeYoung, C. G., Quilty, L. C. & Peterson, J. B. (2007). Between facets and domains: 10 aspects of the Big Five. Journal of Personality and Social Psychology, 93(5), 880–896. https://doi.org/10.1037/0022-3514.93.5.880
  • Fleeson, W. (2001). Toward a structure- and process-integrated view of personality: Traits as density distributions of states. Journal of Personality and Social Psychology, 80(6), 1011–1027. https://doi.org/10.1037/0022-3514.80.6.1011
  • Gray, J. A. (1981). A critique of Eysenck’s theory of personality. Em H. J. Eysenck (Org.), A Model for Personality (pp. 246–276). Berlim: Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-642-67783-0_8. Revisão da teoria: Gray, J. A. & McNaughton, N. (2000). The Neuropsychology of Anxiety (2ª ed.). Oxford University Press.
  • Nettle, D. (2006). The evolution of personality variation in humans and other animals. American Psychologist, 61(6), 622–631. https://doi.org/10.1037/0003-066X.61.6.622
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  • Kagan, J., Snidman, N. & Arcus, D. (1998). Childhood derivatives of high and low reactivity in infancy. Child Development, 69(6), 1483–1493.
  • Wundt, W. (1903). Grundzüge der physiologischen Psychologie (5ª ed., v. 3, pp. 637–638). Leipzig: Wilhelm Engelmann. https://archive.org/details/grundzgederphysi03wund
  • Klibansky, R., Panofsky, E. & Saxl, F. (1964). Saturn and Melancholy: Studies in the History of Natural Philosophy, Religion and Art. Londres: Nelson.
  • Hipócrates (tratado atribuído a Políbio). Sobre a natureza do homem, cap. 7. Em É. Littré (Org.), Œuvres complètes d’Hippocrate, v. 6. Paris: Baillière, 1849. https://archive.org/details/BIUSante_34859x06
  • Singer, P. N. & van der Eijk, P. J. (Orgs.) (2018). Galen: Works on Human Nature, v. 1: Mixtures (De temperamentis). Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/9781139149969